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sexta-feira, 9 de abril de 2010
Um texto "auditivo" da Aurélie de Paredes de Coura (7ºC EB 2.3/S)
Caros amigos, são tantos os textos que vêm chegando aqui ao Projecto "Tásse a ler", que optaremos por ir publicando faseadamente os vossos trabalhos. Obrigado. Lá estarei na Biblioteca de Paredes de Coura na terça-feira de manhã.
"A inversão" (Texto colectivo a partir de faixa sonora - Colégio de campos)
Era uma vez uma princesa que vivia num deslumbrante palácio orneado por inúmeros contornos dourados. Ela vivia com a sua mãe, e os seus criados, pois seu pai tinha morrido de uma doença terminal. Certa manhã, a princesa acordou com o som do bater da porta, levantou-se rapidamente e reparou numa cara escondida atrás desta, era o seu conselheiro.Com delicadeza ela perguntou.
- Bom dia Napoleão, qual a razão desta visita inesperada? Com uma voz amarga seu conselheiro disse: - Vossa excelência, sua mãe morreu, por esta razão terás o trono em teu nome.
A sua voz ia desvanecendo na sua cabeça da princesa conforme tal notícia. Apoderada pelo desespero, vestiu-se rapidamente e começou a correr para fora do palácio. A imagem do palácio foi desvanecendo, dando lugar a um bosque. De repente o seu desespero foi acalmando quando vislumbrou um lindíssimo e brilhante lago. Á volta desse lago que mais parecia um espelho gigantesco, existiam vários animais que produziam maravilhosos sons.
Desses animais sobressaia uma nuvem de abelhas, comandada por uma majestosa abelha rainha que andava a picar os animais que ai habitava. De repente a princesa reparou num enorme e poderoso sapo, que se estava a dirigir para a abelha rainha. Ele esticou a sua língua que mais parecia uma pastilha elástica, esta puxou a grandiosa abelha para a sua boca larga e profunda.
Aquela coragem animal deslumbrou a princesa, pegou no sapo olhou para os seus lábios grossos como bóias e deslizantes como lesmas, beijando-o profundamente. Pozinhos de brilho apareceram do nada, que envolveu a princesa e o sapo transformando a princesa num sapo fêmea.
Autores: Sofia, Luís, Ivan, César, Rui, Carina, Fábio e João (todos do 7 º A)
Um dia com o Tibúrsio (texto colectivo a partir dos sons- Colégio de Campos)
O Tibúrsio estava a caminhar pela Rua da Direita, até chegar ao bar da Andrioleta. Abriu a porta, subiu as escadas em forma de caracol até chegar ao primeiro andar onde estava muita gente e dirigiu-se ao balcão, lá estava um senhor embriagado debruçado no balcão e Andrioleta, que o cumprimentou. Andrioleta era uma rapariga simpática e divertida, de longos cabelos cor-de-rosa. Ela abriu uma garrafa de whisky, serviu o seu amigo e começaram a conversar, o Tibúrsio, também um rapaz muito divertido, lembrou-se de uma anedota que estava relacionada com o tema de conversa e que foi motivo de gargalhada. Despediram-se e ele saiu do bar, porque entretanto tinha um compromisso. Foi até a praia, onde estavam um casal de namorados e as suas irmãs, Josefina, mais nova um ano que o Tibúrsio, alta e magra e Clarineta, mais velha que Tibúrsio e o oposto de Josefina. Falaram um pouco sobre a viagem que elas tinham feito à Mauritânia, de seguida veio um bando de gaivotas e Clarineta amedrontada, atirou-se à água.
Autores: Tamára Loureiro, Lara Rocha, Daniela Fonseca, Cristiana Ribeiro, Susana Domingues, Joana Saraiva e Cassiano Frazão
Autores: Tamára Loureiro, Lara Rocha, Daniela Fonseca, Cristiana Ribeiro, Susana Domingues, Joana Saraiva e Cassiano Frazão
Trabalho colectivo escrito a partir dos sons feito pelo 7ºA - Colégio de Campos
Todos os animais da quinta do Amorim nomeadamente os porcos, as galinha, as ovelhas, os gatos, estavam a conversar sobre o tema:”como escapar á panela, para não ficar cozido e recheado, tipo peru no "dia de acção de graças". De repente chegou o dono e ordenou gritando:
-Alto aí e pára o baile!
Os animais ignoraram-no. Ele exclamou: -Bico calado, isto é bico, boca, focinho… calado. Se não vão todos ser cozinhados e recheados!
Os animais riram-se e gozaram-no e exaltaram-se, perdendo a cabeça, atacaram-no e ele fugiu para o interior da casa. Mas alguns animais entraram pelas janelas, outros arrombaram a porta, e ainda outros subiram os telhados e entraram pela chaminé.
A partir daí instalou-se a confusão e todos começaram a lutar. Partiram tudo, incluindo a loiça da bisavó de "bibelot" da tia-avó Gertrudes.
Depois de um combate reunido com varios “rounds”, tipo boxe, o dono da quinta ficou deitado no chão (digo,”ko técnico”). Ficou muito mal, indo para o hospital onde foi internado durante seis meses.
Os animais fugiram e nunca mais ninguém os viu!
Diz o povo que devido a este episódio a carne recheada foi banida de todos os livros de culinária da região.
Autores: Timotée, Filipe, Diogo, Ruben, Rui e Cláudio
-Alto aí e pára o baile!
Os animais ignoraram-no. Ele exclamou: -Bico calado, isto é bico, boca, focinho… calado. Se não vão todos ser cozinhados e recheados!
Os animais riram-se e gozaram-no e exaltaram-se, perdendo a cabeça, atacaram-no e ele fugiu para o interior da casa. Mas alguns animais entraram pelas janelas, outros arrombaram a porta, e ainda outros subiram os telhados e entraram pela chaminé.
A partir daí instalou-se a confusão e todos começaram a lutar. Partiram tudo, incluindo a loiça da bisavó de "bibelot" da tia-avó Gertrudes.
Depois de um combate reunido com varios “rounds”, tipo boxe, o dono da quinta ficou deitado no chão (digo,”ko técnico”). Ficou muito mal, indo para o hospital onde foi internado durante seis meses.
Os animais fugiram e nunca mais ninguém os viu!
Diz o povo que devido a este episódio a carne recheada foi banida de todos os livros de culinária da região.
Autores: Timotée, Filipe, Diogo, Ruben, Rui e Cláudio
quarta-feira, 7 de abril de 2010
O 7ºE de Valença e a escrita sonora
Agora é a vez de mostrar alguns trabalhos da “Escrita malcomportada” em Valença. De novo a oficina “dos sons nascem histórias”. Os participantes são convidados a escrever uma história a partir de um trecho sonoro um pouco abstracto. Foram propostas duas faixas sonoras que convocaram imagens e situações interpretadas consoante a vivência de cada um. A Débora chamou a este exercício “texto auditivo” ... bom título. Vejamos então alguns exemplos escritos a partir do escutado:
Faixa 1 – Versão do Pedro
Certo dia, uma mulher foi convidada a ir à festa na casa de um amigo. Foi a pé e quando ali chegou, ao abrir-se a porta, ouviu muita gente a conversar. Cumprimentou com um beijo um homem e reparou que muita gente se riu. Afinal era o seu marido, que lhe tinha feito uma surpresa. Saíram os dois, fechou-se a porta e juntos caminharam no meio do trânsito até chegarem a casa.
Faixa 1 – Versão da Diana
Era uma vez um homem que entrou num bar com muita gente. Depois de observar atentamente o ambiente que o rodeava, decidiu juntar-se a uma mesa de apostas, onde estava uma mulher muito animada. Os dois ficaram amigos e decidiram ir para um local mais reservado e íntimo: foram para um quarto de motel. A mulher continuava a rir-se muito, porque o homem começou a contar anedotas. De seguida, saíram do quarto e entraram numa carruagem do eléctrico com destino à praia. Chagados à beira-mar, o homem e a mulher de mãos dadas deram um mergulho no mar repleto de paixão.
Faixa 1 – Versão da Patrícia
Era uma vez uma mulher chamada Alberta. Como ela era muito vaidosa, andava sempre de tacões! Já era hora de jantar e como tinha fome, desceu as escadas, foi ao frigorífico e abriu uma lata de azeitonas. No final do dia, o marido tendo-se esquecido das chaves, quando chegou a casa, tocou à campainha e ela foi abrir a porta. Começaram a falar e decidiram ir ver um filme. Eles estavam muito felizes e beijaram-se. Para comemorar esse momento, o marido abriu uma garrafa de champanhe e beberam. A mulher tinha bebido muito e não parava de rir. Decidiram sair, fecharam a porta de casa e foram para o carro. Depois de algumas horas de viagem, a mulher teve vontade de ir à casa de banho e disse ao marido para parar. O marido parou numa estação de serviço e ficou à espera. Por fim, sentiu o autoclismo e esse era o sinal de que a sua aventura ia continuar…
Faixa 2 – Versão da Patrícia
Era uma vez um lago com rãs. Esse lago situava-se à beira da linha do comboio e era um sítio lindo e maravilhoso, onde havia pássaros e abelhas.
À beira desse lago, estavam dois jovens apaixonados a namorar. Nessa altura do ano, no lago, havia uma festa muito animada em que se realizava uma procissão e havia uma orquestra a tocar. Então, os dois jovens decidiram juntar-se às outras pessoas e participarem nessa procissão. Seguidamente, começou uma orquestra a tocar e os dois jovens ficaram a assistir ao concerto. Quando a orquestra terminou, as pessoas bateram palmas, porque gostaram muito da actuação. Como eles gostavam muito um do outro, nesse momento de grande paixão, decidiram casar-se. Mais tarde casaram-se ao som dos violinos.
Faixa 2 – Versão da Débora
Há muitos, muitos anos atrás, havia uma bruxa muito má que transformou um príncipe em Peixe. Este feitiço só podia ser quebrado, se este recebesse um beijo de uma linda princesa.
Certo dia, andando o príncipe-peixe a passear no oceano, viu que uma princesa corria perigo.
Para salvar a princesa, o peixe comeu uma alga que tinha veneno. Depois cuspiu-a.
Então a princesa deu-lhe um beijo por ele ter comido a alga que ela ia comer e assim lhe ter salvo a vida. Depois desse beijo ele transformou-se num belo príncipe, tendo-se quebrado o feitiço da bruxa má. Passado um tempo ele pediu a princesa em casamento.
Faixa 2 – Versão da Diana
Era uma vez um sapo que andava à procura de insectos à beira da linha do comboio, quando viu uma rã bem bonita. Ele tentou impressionar a rã a todo o custo. Depois de várias tentativas, eles ficaram tão amigos que, pouco tempo depois, essa amizade se transformou em amor.
Casaram felizes e contentes para todo o sempre.
Um "Rio de Contos" no vale do Minho
É já na próxima semana que o “Rio de Contos” chega ao Vale do Minho. Sessões de conto garantidas por Thomas Bakk e Miguel Horta em bares e cafés de Vila Nova de Cerveira e Paredes de Coura. Um dia em que a Biblioteca Municipal estará fora de portas (com livros e não só...) numa actividade dedicada aos jovens minhotos. Miguel Horta usa um registo mais ligado ao conto juvenil a par de algumas histórias da costa Algarvia; Thomas Bakk, “O senhor dos cordéis” tem um registo muito original de oralidade oriunda da tradição do “cordel”. Como ele próprio diz do seu trabalho: “Conto histórias inéditas e tradicionais, da chamada Literatura de Cordel, denominação genérica em Portugal e no Brasil que se refere às narrativas populares, publicadas em brochuras e expostas em cordas, que tiveram origem na Península Ibérica e chegaram ao Brasil por volta do Século XV com os colonizadores portugueses. Este género de literatura, conservada e transmitida pela tradição oral, originou grande parte dos contos tradicionais e uma parcela significativa de alguns dos mais célebres contos clássicos, tendo, praticamente desaparecido em Portugal e em toda a Europa.”
13 de Abril – Myrobar – sessões às 17h e 21.30h – Vila Nova de Cerveira
14 de Abril – Bar da EPRAMI – 15h e no “Café com broa” às 21.30h – Paredes de Coura
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