segunda-feira, 19 de abril de 2010

O "Museu das palavras" vai chegar a Melgaço...

O grande desafio é entender o leitor que está diante de nós! Perceber a variedade de interesses e personalidades e acordá-las para uma consciência leitora. É isso mesmo que estamos a fazer em Melgaço com o pessoal da escola profissional; gente vinda das mais variadas origens.
Não consigo encontrar livros da Olinda Beja! Quem me ajuda? Na próxima semana vou levar "O Museu das Palavras" a estes jovens...Mais uma provocação para uma escita mal comportada...
A maior parte destes jovens são emigrantes do estudo...um livro, um CD ou um DVD são uma boa companhia em terra estranha. Afinal, é para isso que serve uma Biblioteca Municipal.

domingo, 18 de abril de 2010

Um poema breve

Gosto de ir á sala de adultos da biblioteca e escolher livros que à partida não são considerados infanto-juvenis e partilhá-los com os leitores do "Tásse a ler". Alexandre O'Neill tem recolhido sorrisos, silêncios significativos e comentários curiosos. Um dia procurei um poema pequeno para um grupo do 7º ano que não gostava de ler...encontrei o "Breve". Aqui fica, junto com um comentário recolhido numa das sessões:

Bom, diz ele,
dia!, diz ela.

Vamos?, diz ele,
Não!, diz ela.

Que há?, diz ele,
Nada!, diz ela.

Então?, diz ele,
Adeus!, diz ela.

Comentário de um rapaz: " Ó professor...Ela meteu-lhe mesmo os patins nos pés! Eh!Eh!"

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Rio de Contos em Vila Nova de cerveira!

Um texto "auditivo" da Aurélie de Paredes de Coura (7ºC EB 2.3/S)

Caros amigos, são tantos os textos que vêm chegando aqui ao Projecto "Tásse a ler", que optaremos por ir publicando faseadamente os vossos trabalhos. Obrigado. Lá estarei na Biblioteca de Paredes de Coura na terça-feira de manhã.

"A inversão" (Texto colectivo a partir de faixa sonora - Colégio de campos)

Era uma vez uma princesa que vivia num deslumbrante palácio orneado por inúmeros contornos dourados. Ela vivia com a sua mãe, e os seus criados, pois seu pai tinha morrido de uma doença terminal. Certa manhã, a princesa acordou com o som do bater da porta, levantou-se rapidamente e reparou numa cara escondida atrás desta, era o seu conselheiro.Com delicadeza ela perguntou.
- Bom dia Napoleão, qual a razão desta visita inesperada?
Com uma voz amarga seu conselheiro disse: - Vossa excelência, sua mãe morreu, por esta razão terás o trono em teu nome.
A sua voz ia desvanecendo na sua cabeça da princesa conforme tal notícia. Apoderada pelo desespero, vestiu-se rapidamente e começou a correr para fora do palácio. A imagem do palácio foi desvanecendo, dando lugar a um bosque. De repente o seu desespero foi acalmando quando vislumbrou um lindíssimo e brilhante lago. Á volta desse lago que mais parecia um espelho gigantesco, existiam vários animais que produziam maravilhosos sons.
Desses animais sobressaia uma nuvem de abelhas, comandada por uma majestosa abelha rainha que andava a picar os animais que ai habitava. De repente a princesa reparou num enorme e poderoso sapo, que se estava a dirigir para a abelha rainha. Ele esticou a sua língua que mais parecia uma pastilha elástica, esta puxou a grandiosa abelha para a sua boca larga e profunda.
Aquela coragem animal deslumbrou a princesa, pegou no sapo olhou para os seus lábios grossos como bóias e deslizantes como lesmas, beijando-o profundamente. Pozinhos de brilho apareceram do nada, que envolveu a princesa e o sapo transformando a princesa num sapo fêmea.
Autores: Sofia, Luís, Ivan, César, Rui, Carina, Fábio e João (todos do 7 º A)