sexta-feira, 23 de abril de 2010

...se Camões vivesse hoje seria um poeta rap!



Com uma performance descontraída Gisele Cañamero, performer da Arte Pública, surpreendeu os alunos do 9º ano da EB2,3/S de Vila Nova de Cerveira, do Colégio de Campos e da ETAP (Escola Tecnológica, Artística e Profissional) com a apresentação dos poemas do nosso grande poeta Luís Vaz de Camões, adaptados aos sons da música rap.
No âmbito deste projecto, que abrange todos os concelhos do Vale do Minho, os "Arte Pública" deixaram uma marca deste poeta no público jovem que assistiu.

Quem assistiu pode enviar os comentários sobre esta acção para:
camoes.um.poeta.rap@gmail.com
E se houver curiosos podem consultar:
http://artepublica2009.blogspot.com/

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Anjos e "cromos"...

Pois hoje foi dia de mais uma sessão do "Eu sou Tu" na biblioteca municipal, desta vez com jovens do 9º ano de Monção. Os meus amigos rapazes não queriam tirar os sapatos, condição confortável para o desenvolvimento da oficina... Não sei se foi pelo receio do cheiro an chulé se por alguma razão de macho que desconheço...No final toda a gente se descalçou (incluindo professores) e construiu histórias a partir dos seus corpos, à exepção deste querido grupo de "cromos" que manteve a sua até final. Mas confesso que gostei da história da Zundap, conduzida desbragadamente depois de uma noite de exessos... no meio de tudo isto: os anjos e muitas outras histórias...

Mais opiniões dos amigos do 7ºD de Monção


Ilustração feita pela Assem Jolybayeva
No dia 4 de Fevereiro, depois do almoço, fomos de autocarro até à Biblioteca Municipal.
Entrámos, e ficámos na sala de espera, ansiosos por ver o escritor.
Assim que chegou, fomos todos ao seu encontro. Conversámos um pouco. De seguida, abrimos o blog do “Tásse a ler” para vermos as publicações que o escritor fez.
A seguir, fomos para uma sala onde havia um tapete para nos sentarmos e o escritor nos maravilhar com os seus livros. Lemos dois livros, “Mirror” e “Uma História Trágica com final Feliz”. Eram só com imagens, mas muito giros…
Quando começámos o segundo livro, o escritor disse para irmos para uma outra sala onde havia uma televisão e um leitor de DVD, no qual o escritor pôs um DVD com as imagens do livro. Tal como a história dizia, era mesmo uma história trágica, mas com um final feliz…
Realmente é muito interessante e curioso a apresentação de um livro que não precisou de texto para fazer chegar à sua história. Acaba por nos obrigar a puxar mais pela nossa imaginação e é sempre bom conhecer formas diferentes de adquirir o hábito da leitura. (Alex, Guilherme e João)

Valença!

Ora aqui ficam duas imagens que dão muito do ambiente vivido ontem em Valença com "O museu das Palavras". Brincadeira na Biblioteca Pública, com tempo para escrever histórias sugeridas pelos objectos expostos na sala infanto-juvenil e folhear as novidades da colecção. Depois a surpresa: o Thomas Bakk apareceu na sessão e brindou-nos com um dos seus contos! O "pessoal" gostou...
Agora estamos à espera dos textos elaborados a partir do nosso "Museu". Toca a trabalhar 7º ano!

A opinião da Ana Raquel Sousa de Monção

Assem joldybayeva
Gostei imenso da sua companhia e do seu fascinante conhecimento sobre a escrita e a leitura, apesar de ser um pouco “distraído”.
Adorei interpretar o filme do livro “Uma História Trágica com um final feliz”, (como diz o Miguel, nós temos uma grande capacidade intelectual de interpretação!), que fala sobre a menina cujo coração batia tão alto que incomodava as pessoas da cidade onde vivia. No entanto, estas acabaram por se irem habituando, e, quando a menina coração de pássaro se transformou, abandonando a cidade, todas as pessoas ficaram tristes e sentiram um enorme silêncio e vazio. Sentiram tanto a sua falta que muitas pessoas tinham, agora, dificuldades em dormir …
Fiz este pequeno relato para lhe manifestar o meu interesse nas suas sessões.
Achei bastante interessante aquele livro do Espelho “Mirror”, só de imagens, onde, através da nossa antecipação como leitores e dos nossos olhos atentos e com os nossos conhecimentos, descrevíamos a história como sendo os próprios autores.
Por fim, aquele jogo dos sons foi o que me despertou mais interesse, através de sons, as nossas cabeças imaginaram histórias engraçadas e bastante diferentes.
Agradeço, pois todas estas actividades proporcionaram bons momentos de leitura e puseram à prova a nossa imaginação e as nossas vivências….
Mas, no fundo, no fundo do que mais gostei foi das suas piadas e dos seus elogios amigáveis à nossa turma. Espero que haja mais sessões consigo.

Depois de escutar...toca a escrever.

Agora o resultado em Monção da escrita a partir do trecho sonoro de "O som das histórias"

Uma mulher sai de casa, fecha a porta, vai para o emprego e fecha novamente outra porta. É a nova gerente da empresa, é uma mulher belíssima, todos se deliciam e ficam admirados com a sua beleza. Era alta, morena, com cabelos longos pretos e olhos azulados.
O sub-gerente aprecia a sua beleza, tenta seduzi-la, oferecendo-lhe uma bebida, ela gosta, e acabam por se rirem os dois.
Dirige-se à praia, onde se encontra a sua casa, e mais uma vez repete-se o fenómeno que aconteceu no emprego. Novamente, as pessoas comentaram em murmúrios a sua beleza, e ela toda contente foi dar um mergulho para relaxar. (Raquel Sousa,7ºD)

Uma mulher sobe as escadas para ir para o seu quarto. A casa tem três andares e o quarto está no último. Ao chegar ao quarto o marido está a conversar com os amigos.
Os amigos vão-se embora, e o marido serve um copo de vinho à mulher e dá-lhe um beijo. Sussurra-lhe ao ouvido e ela começa-se a rir. Desce ao segundo andar onde está a varanda e vai para lá. A casa está em frente à praia e ela começa a conversar da varanda com as amigas que estão na praia.
Os golfinhos começam a saltar no Mar. (Maria Pereira Esteves,7ºD)

segunda-feira, 19 de abril de 2010

O "Museu das palavras" vai chegar a Melgaço...

O grande desafio é entender o leitor que está diante de nós! Perceber a variedade de interesses e personalidades e acordá-las para uma consciência leitora. É isso mesmo que estamos a fazer em Melgaço com o pessoal da escola profissional; gente vinda das mais variadas origens.
Não consigo encontrar livros da Olinda Beja! Quem me ajuda? Na próxima semana vou levar "O Museu das Palavras" a estes jovens...Mais uma provocação para uma escita mal comportada...
A maior parte destes jovens são emigrantes do estudo...um livro, um CD ou um DVD são uma boa companhia em terra estranha. Afinal, é para isso que serve uma Biblioteca Municipal.