quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Fábrica de Poesia

O projecto Tásse a ler está de novo aí, dando continuidade ao trabalho começado no ano passado com jovens do vale do Minho. Nada melhor para começar, do que recordar alguns poemas feitos pelos alunos de Valença (EB 2.3/S) depois de terem passado pela "máquina de poesia": chamaram-lhe "Fábrica de Poesia". Este ano estaremos com eles, agora já no 8º ano...

7.º E
O poeta escreve no céu infinito (Ricardo)
No infinito céu lembro-me de ti (Marisa Amoedo)
A estrela abraça a alegria passada (Luísa Gaspar)
O sol deslumbra no anoitecer (Sara)
A Lua desenha o amor profundo (Sandra)
O príncipe viaja até ao castelo maravilhoso (Daniela Rocha)
O rei namora com a tartaruga bela (Mariana Correia)
O cavalo gosta da tristeza deslumbrante (Bruno Dias)
Gato azarado alegremente amado (Diana)
O gato escreve um poema à namorada (Liliana)
O gato viaja na amizade profunda (Hélder)
A gaivota viaja no céu infinito (Bárbara)
A lontra nada com sabedoria no lago imundo (Sara Silva)
O gorila nada no mar belo (Mariana Teixeira)
O hipopótamo gosta da sabedoria do mundo (Patrícia Lima)
A tartaruga viaja triste (Dany)
O cão canta com sabedoria (Débora)
O mar canta a tristeza profunda (Rayssa)

7.º D
O professor canta a sabedoria alegre (Tiago Carvalho)
O mar corre pela areia solitária (Manuel Rocha)
O gato janota brinca com os bigodes da gata desaparecida
O capitão manda dormir o vulcão triste
A anaconda veste o cão humilde (João Matos)
O escritor estuda na alta solidão (João Pedro Santos)
A rainha veste-se para ter beleza (Marco Ferreira)
O cozinheiro quer o voluntário alegre (Rui Fernandes)
O tubarão não sabe nadar (Ana)
O professor chora com a multidão apaixonada (Vera)
O poeta escreve um mistério inspirado (João Urze)
O cozinheiro cozinha a anaconda enquanto o tubarão meigo ri (Fábio Gomes)
A cozinheira faz comida milagrosa (Rui Li)
O poeta chora na solidão infinita (Ema Fontes)
O papagaio come o tubarão divertido (Xavier Costa)
O cozinheiro prepara um mistério saboroso (Nuno)
A rainha vive no castelo bonito (Carolina)

terça-feira, 29 de junho de 2010

O peixe e a jiboia

Uma jibóia estava a passear no fundo do Pacífico e encontrou um baú que tinha lá dentro biscoitos deliciosos, e queria-os comer. Mas a sua amiga lagosta também queria comer os biscoitos, então como a jibóia era mais forte comeu os biscoitos e deixou um com veneno para a lagosta.
A lagosta comeu o biscoito envenenado e morreu.
A jibóia começou a gozar e continuou a passear no fundo do Pacífico. Ela encontrou um peixe no oceano que lhe atirou uma ostra à cabeça, o peixe começou então a gozar e a jibóia ficou super furiosa e começou a perseguir o peixe pelo oceano. Foi uma perseguição incrível, nadaram tanto, tanto, tanto e, já que o peixe conhecia o oceano inteiro, despistou-a e a jibóia perdeu-se no oceano. O peixe começou a gozar e foi-se embora e a jibóia ficou perdida no oceano Pacífico. A jibóia nunca mais gozou com ninguém…. (NÃO FAÇAS AOS OUTROS O QUE NÃO QUERES QUE TE FAÇAM A TI.)
Rúben, Cassiano, 7º A (Colégio de Campos)

A lagosta e o peixe (Museu das Palavras)


Num dia muito escaldante a lagosta Mariana decidiu ir dar um passeio pelo fundo do mar, quando de repente sentiu o tremer das algas e andou, andou até que encontrou um peixe belo, mas que não parecia estar bem. Então ela foi ter com ele e perguntou:
-O que se está a passar contigo?
-Não sei, dói me muito a barriga.
-Anda comigo até a minha casa, que fica nas rochas. A minha mãe trata de ti.
-Está bem.
E lá foram eles, mas pelo caminho viram um brilho estranho, parecia uma luz ao fundo do túnel, foram lá para ver o que era. Aproximaram-se mas era uma luz muito forte que os encandeava.
-Podiamos ir mais perto! – Disse a lagosta.
-Então vamos.
Andaram, andaram até que descobriram que era uma caixa com pedras preciosas.
-Huau que magnífico! Nunca vi nada assim!
-Eu também não até já não me dói a barriga.
-Vamos levá-la para minha casa?
-Sim é melhor!
Chegando então a casa, Mariana foi logo mostrar á sua mãe.
-Mas são cinco pedras, como as vamos dividi-las. – Disse o peixe.
-Duas para cada um de nós e uma para a minha mãe. – Disse a Mariana.
-Boa ideia!
-Tenho de ir para casa! – Afirmou o peixe.
-Está bem.
-Adeus, até um dia.
-Adeus.
E a partir desse dia mantiveram uma grande amizade, e organizaram passeios para ver se encontravam mais tesouros.
Cristiana / Joana 7º ano A (Colégio de Campos)

Aventura de Rita na praia (Museu das palavras)


Era uma vez uma menina chamada Rita.
Rita estava a brincar no seu quarto e descobriu uma porta secreta.
A porta abriu-se discretamente, Rita assustou-se!
Dentro da porta Rita descobriu uma linda e magnifica praia com mar azul e areia amarela como o sol e leve como uma andorinha.
Rita estava a andar e encontrou uma pequenina e minúscula caixinha de música … Rita deu à corda e dentro da mesma ouvia-se uma melodia muito pequenina e muito mas muito bonita.
Nessa praia em cima de um arbusto cantava um passarito muito alegre e contente, que parecia estar a chamar por ela…
Rita estava muito feliz mas não tinha percebido o que era aquilo e o que estava ali a fazer…
Rita, enquanto ia a cantar pela praia fora, tropeçou num pequeno baú. Rita não hesitou e abriu-o. Dentro do baú só havia jóias, pérolas e muitas outras coisas lindas. Depois ali aparecera um pequeno mas lindo caranguejo falante que lhe estendeu um tapete feito de uma grande e linda jibóia… Eles caminharam sobre o tapete e foram dar ao fundo do mar… Lá encontraram uma ostra linda e branca que não se abria por nada, mas enfim abriu-se e dentro da ostra tinha uma linda pérola brilhante que o caranguejo guardou…
No dia seguinte o caranguejo tinha convidado a menina para lanchar, eles lancharam uns deliciosos biscoitos de milho e o caranguejo deu-lhe uma coroa com a pérola que tinha encontrado no mar… Ela porem percebeu o que era…Rita era a rainha daquela praia e era uma linda boneca de trapos e tinha uns lindos cabelos loiros muito brilhantes.
Rita acordou e viu que tudo não passava de um sonho…             Cristiana Brito 7ºA (Colégio de Campos)

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Assem Joldybayeva - Uma jovem ilustradora de Monção


A rapariga é calada, discreta...mas desenha muito bem. Acontecem estas coisas no "Tásse a ler": Assem ainda não domina a totalmente a nossa lingua mas quis participar com a sua maior expressão...o desenho. Por isso aqui fica esta homenagem. Ora espreitem lá estes desenhos de atmosfera misteriosa.

Mais uma história escrita a partir dos sons...

Catarina Sá - 7ºc - Paredes de Coura

Museu das Palavras em Melgaço

Inventar uma história a partir de objectos expostos? Coisa difícil...talvez não. Aqui ficam os resultados deste desafio lançado aos alunos da Escola Profissional.

Uma noite, fui deitar-me e, como era muita sonhadora, sonhei que estava a brincar numa praia deserta cujas ondas do mar vinham bater nas pedras e na areia, voltando a retroceder depois para o mar. Saiu um bicho gigantesco pelo que fugi e gritei, chorei, corri. Já longe do bicho, brinquei com as conchas, pedrinhas, areias, com a água do mar porque estava feliz por conseguir fugir do bicho. Fiquei a pensar se iria dar um mergulho ao fundo do mar e depois resolvi ir. Lá encontrei várias coisas como peixes que estavam quase a serem mães e havia garrafas de veneno e também caixas com coisas misteriosas, que tinham uma linda música a tocar . Aquele sítio parecia a casa de alguma sereia pois tinha coisas lindas lá dentro. De repente, acordei e tinha um pássaro na minha janela a cantar lindamente.  Soraia Pedro

"O búzio mágico"

Num dia de sol estava a passear pela praia e encontrei um búzio com muitas cores engraçadas. Peguei nele e levei-o comigo para casa, eu chamei uma amiga para ver a maravilha que o mar nos tinha oferecido. Ao chegar à minha amiga, dei-lho para ver se se ouvia alguma coisa. Ela pôs o búzio ao ouvido e disse-me que o som que ouviu era das ondas do mar a subir e a voltar atrás, com um som de uma sereia a cantar. Pensámos que aquela maravilha pertencia a uma sereia e decidimos então devolve-lo ao local onde o encontrámos, pois aquele búzio podia ser um bem precioso ou uma forma de a sereia se comunicar com a sua família.
Depois de o ter-mos entregue ao mar eu e a minha amiga sentimo-nos muito bem pois fizémos uma boa acção, pois nesse búzio estava a sua voz guardada. Xouxa

"O piquenique"

Numa manhã fui para o campo com os meus colegas. Do grupo faziam parte dois rapazes e três raparigas, levamos comida, bebida e montámos a nossa tenda nas areias das margens do rio onde havia muitas conchas e búzios. Saímos da tenda para dar uma caminhada pela floresta e à medida que andávamos ouvíamos um barulho esquisito, pelo que as meninas ficaram a morrer de medo. Apesar disso, continuámos a nossa caminhada até que chegámos a uma quinta onde encontrámos um homem que nos convidou para entrar. No entanto, como tivemos medo, hesitámos em entrar. Apesar de tudo, passado algum tempo, decidimos entrar na casa, que era muito escura e muito “abafada”, pelo que todos ficámos assustados. Então o senhor tentou tranquilizar-nos dizendo-nos para não ter medo e levou-nos para o seu quintal onde tinha muitas cobras de estimação. No regresso a casa, tivemos que atravessar uma montanha, onde se podiam ver muitas Jibóias, que nos assustaram também bastante pois eram muito grandes e vinham atrás de nós, pelo que decidimos começar a correr e só parámos quando algumas meninas já estavam cansadas. Depois de chegar à tenda depreendemo-nos com um cenário dantesco, já que outras jibóias tinham invadido a nossa tenda e destruído tudo o que lá havia. Foi então que um dos rapazes se lembrou que tinha uma navalha no bolso e enchendo-se de coragem decidiu cortar alguns ramos de arvores para fazer “lanças” bem afiadas e assim podermo-nos defender “desses monstros”. Um dos rapazes decidiu então enfrentar-se a uma temível cobra e espetou no seu longo lombo uma das lanças, pelo que passado algum tempo a Jibóia morreu. Quando as outras cobras constataram o falecimento da sua “colega” também temeram pelo mesmo destino e decidiram fugir, ficando assim todo o grupo em segurança. Passadas todas estas peripécias terminámos o dia, felizes e contentes, realizando um piquenique no final. Adérito Tavares

"A poção mágica"

Numa noite fria e assustadora, lá iam eles, Daniel e Filipe, tentando encontrar o caminho para casa, quando avistaram uma casa velha e abandonada, pensaram em fugir, mas alguma coisa os atraia. Espreitaram para dentro de casa e encontraram uma velhota um bocado assustadora que lhes disse:
-Entrai “filhinhos”, entrai!!!
Os meninos aceitando o convite entraram, a velhota estava a cozinhar num tacho muito grande, curiosos os meninos perguntaram:
-O que está a cozinhar?
A velhota respondeu-lhe:
-Estou a fazer uma poção mágica, quem beber fica mais forte e sábio!
Eles pensaram em recusar, mas como estavam cheios de fome acabaram por aceitar. Depois de terem bebido tornaram-se seus escravos, fazendo tudo o que ela lhes mandava. Carina Afonso, Eliana Esteves, Verónica Dias